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29 de ago de 2017

"Maquininha do Dizimo" permite doações via cartão de crédito ou débito

Não se assuste se você se deparar com uma máquina de cartão de crédito na próxima vez que for à igreja. É que um trio de empreendedores e fieis paranaenses criou a ‘Maquininha do Dízimo’ para permitir doações via cartão de crédito ou débito e registrar eletronicamente essas contribuições. E o investimento não foi pequeno: R$ 500 mil. Por isso, o produto já está em igrejas de quase todo o Brasil. 

No Recife, por exemplo, a paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Madalena está implantando a novidade. “A maquininha atende a um pedido dos próprios fieis, que hoje têm evitado andar com dinheiro. É, portanto, mais uma oportunidade de contribuição”, justificou o padre Tiago de Melo, dizendo que isso ainda vai ajudar as vendas de produtos religiosos como terços e camisas. Mas, para ter a maquininha, a paróquia pagou quase R$ 1 mil e ainda vai arcar com mensalidades de R$ 100.

Criador da tecnologia, Marcos Nonemacher explica: “Nós ganhamos pela remuneração da solução tecnológica. Todo o valor que é pago no cartão vai para a conta da igreja. Nós não ficamos com nenhum percentual do dízimo”. Nonemacher explicou ainda que o valor da adesão envolve o treinamento, a implantação e o credenciamento dos fieis e vai de R$ 800 a R$ 1,5 mil, já a mensalidade corresponde ao valor da solução tecnológica.

Segundo Nonemacher, que fundou a startup Servo Fiel com os amigos Julio Antunes e Romulo Duarte para desenvolver essa tecnologia, esta é muito mais que uma forma de receber doações. É que, além de passar cartão, a maquininha identifica o fiel doador com nome, CPF e telefone. Por isso, pode emitir um recibo personalizado do dízimo, mostrando também os dados da igreja beneficiada. E esse dinheiro, além de seguir para o banco, é registrado eletronicamente no sistema financeiro que é implantado pela startup nas igrejas que contratam o serviço. 

“Não queremos mercantilizar a fé, mas ajudar a igreja a se organizar do ponto de vista contábil e fiscal”, frisou o empreendedor, acrescentando que a ideia atende a um pedido dos fieis da igreja que frequenta com os sócios no interior do Paraná. 

“Devido às mudanças tecnológicas, a tendência é usar cada vez mais a moeda digital. As pessoas não andam mais com dinheiro no bolso, por segurança e praticidade, e pediram para que a igreja se adequasse a essa realidade”, contou.

A Servo Fiel levou quase dois anos para criar a maquininha, mas agora está colhendo os frutos do trabalho: com apenas quatro meses, já está em 12 estados brasileiros. “Não esperávamos, mas esta é uma solução inovadora que pode atender o Brasil e o mundo todo”, disse Nonemacher.

Fonte: Marina Barbosa
Folha de Pernambuco


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