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14 de abr de 2018

Ato no Grande Recife cobra transparência na divulgação do número de homicídios em PE



Cruzes foram fincadas em praça de Goiana, no Grande Recife, para simbolizar vítimas de homicídios na Zona da Mata Norte (Foto: Reprodução/WhatsApp)


Moradores do município de Goiana, no Grande Recife, fincaram cruzes pretas em uma praça no Centro da cidade na manhã deste sábado (14), como forma de protesto pelas vítimas de homicídio na Zona da Mata Norte do Estado. Ao todo, 65 cruzes foram utilizadas no protesto, que também teve faixas e cartazes com frases criticando a falta de transparência na divulgação de dados estaduais sobre a violência na região.

Iniciado às 7h, o ato teve a participação de 22 pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar não divulga a estimativa de participantes de atos de mobilizações sociais. O evento terminou no fianl da manhã.

Apesar de ter sido realocada para a Região Metropolitana do Recife em janeiro, a cidade ainda representa a Mata Norte, segundo o mobilizador do núcleo Goiana do grupo PE de Paz, Silvio Prazeres. “A população interagiu muito com os voluntários, principalmente as famílias de vítimas da violência. Falamos da dor e do sentimento de total insegurança e descaso pela falta de punição dos responsáveis pelos crimes”, afirma.

Grupo se reuniu em praça no Centro de Goiana, no Grande Recife, para um ato contra a violência na Zona da Mata Norte de Pernambuco (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Durante o ato, o grupo também pediu transparência nos dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. A cada dia 15 do mês, a pasta disponibiliza os números de Crimes Violentos Letais Intencionais, mas os integrantes do ato gostariam de ter acesso a mais informações para entender e resolver o problema da violência.

“O governo quer emplacar um número onde eles simplesmente não mostram quem morreu. Precisamos saber quem morre, onde morre, a raça, o gênero, o motivo da morte e a idade. Só conseguimos trabalhar uma problemática social quando temos um arcabouço de informações que nos proponham entender esses números”, afirma o sociólogo Tales Ferreira, coordenador estadual do movimento PE de Paz.

Fonte: G1 PE

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