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18 de jun de 2018

Arbitragem não é a única vilã no empate do Brasil

Gol de Coutinho foi um dos quatro chutes no alvo do Brasil (Wander Roberto/Gazeta Press)
Ficou fácil atribuir o decepcionante empate do Brasil contra a Suíça por 1 a 1, na estreia da Copa do Mundo, ao árbitro César Ramos. Ou ao VAR, sigla para o árbitro de vídeo. O mexicano, de fato, errou ao não marcar falta em Miranda no lance que originou o gol dos suíços. Já o pênalti em Gabriel Jesus, também na etapa final, é discutível. Mas os problemas brasileiros vão além do homem do apito.
Faltou, por exemplo, pontaria. Foram 20 finalizações, mas só quatro no alvo. Outras nove acabaram sem direção, enquanto sete pararam no bloqueio dos adversários. Miranda e Paulinho perderam oportunidades claríssimas.
Tite também contribuiu para a primeira estreia sem vitória do Brasil em 40 anos de Copa. As três substituições do treinador foram apenas básicas. Em outras palavras, ele trocou seis por meia duzia. Com um detalhe importante: só um atacante saiu do banco, apesar do placar igual – Firmino na vaga de Gabriel Jesus. Os volantes Fernandinho e Renato Augusto foram os outros usados, nos lugares de Casemiro e Paulinho.
O 1 a 1 ainda evidenciou que a lista dos 23 convocados tem poucas opções ofensivas. Douglas Costa e Taison eram as únicas alternativas de Tite no banco para mudar o jogo.
Nervosismo, 61 erros de passe e cinco quilômetros percorridos a menos do que a Suíça são outros bons argumentos para entender por que Neymar e companhia não conseguiram vencer uma seleção com pretensões bem inferiores às do Brasil, que sonha com o título da Copa.
Tecnologia isenta: Aqueles contrários ao uso do VAR estão eufóricos com o desfecho da estreia brasileira. Afinal, nem o uso de várias câmeras, dos replays e de uma equipe com 12 pessoas evitou o erro no gol suíço. Ok. Só não culpe a tecnologia, e sim o homem. Porque foram o árbitro em campo e o árbitro de vídeo que não viram o óbvio.
A tecnologia não tem culpa. Pelo contrário. Ela é extremamente útil em vários esportes, como tênis, vôlei, basquete… Cabe ao futebol exigir que César Ramos e seus colegas de profissão evoluam.

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